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Logótipo da União com Jesus

O Que é o Espiritismo?

O NOVO ESPIRITUALISMO

O Espiritismo ou a Terceira Revelação

O Espiritualismo sempre esteve presente nas elucubrações do homem. Desde tempos imemoriais se encontram os vestígios da revelação do Mundo Espiritual, em contínuo intercâmbio, mediante o qual o homem hauria luzes e esperanças para enfrentar os problemas existentes e as naturais hostilidades do meio em que estava colocado para progredir...

As grandes Civilizações da antiguidade oriental, graças ao elevado e contínuo conúbio com as forças vivas da Natureza — os sobreviventes do túmulo —, edificaram os seus fabulosos monumentos e construíram as linhas básicas da cultura e da ética em que estribaram os próprios postulados.

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Penetrando a mente ávida de conhecimento pela senda dos “Mistérios”, conceberam, através da vigorosa interferência dos desencarnados, que eram tidos como deuses, fadas, anjos tutelares e génios, as doutrinas secretas, de que nos fala o esoterismo oriental, verdadeiro repositório de espiritualidade e beleza, qual fonte generosa a fluir linfa cristalina e confortante.

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A evolução da Humanidade tem sido vagarosa: conquista a conquista, pacientemente.

No princípio, no silêncio das criptas, dos santuários, no altar da Natureza, o homem realiza os seus mais eloquentes descobrimentos.

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Sob os espessos véus dos cerimoniais extravagantes florescem as doutrinas secretas apresentando, todavia, odor de alta espiritualidade. Na Índia, é o Bramanismo; no Egipto, o Hermetismo; em Israel, a Cabala; na Grécia e em Roma, o Politeísmo.... Observando a realidade exterior, todos os ocultistas penetravam o mistério da realidade interior da natureza e do homem, colhendo as valiosas informações que contêm o gérmen da vida abundante, eterna. A alma, embora a vida dual, na Terra e fora dela, é a detentora da sabedoria.

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Nascem, então, nessas pesquisas, as Ciências dos Números, conhecidas como 'Matemáticas Sagradas', a Teogonia, a Cosmogonia, a Astrologia, a Magia...

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O iniciado tem em toda parte o seu Deus Único, que chama, na Índia, Brama; no Egipto, Osíris; no Olimpo grego, Júpiter, como Soberano sobre todos os deuses, embora o aparente politeísmo.

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Dessas fontes saem os grandes fundadores de Religiões: Krishna, Buda, Zoroastro e Hermes, Moisés e Jesus.... Aí, também, surgem os pais do pensamento filosófico: Sócrates, Platão, Aristóteles, Pitágoras...

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A religião verdadeira, porém, pairava acima das fórmulas e dos cerimoniais. Os ensinos foram reunidos nos Vedas, no Zen- da-Avesta, no Livro dos Mortos, na Bíblia...

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A Idade Média guardaria, ainda, fortes reminiscências dos cultos antigos e a Maçonaria ressuscitou a iniciação essénia para preparar o discípulo e ajudá-lo a galgar os degraus superiores.

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Através da boca dos seus sensitivos, em matizes diferentes, falaram os imortais.

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Utilizando-se dos richis e hierofantes, dos profetas e sibilas, pitons e sacerdotes, patriarcas e oráculos, apresentaram-se os Espíritos vitoriosos ao túmulo, revestidos das paixões que os afligiam, como da excelsitude em que se elevaram exigindo e ensinando doutrinas ora estranhas, absurdas e chocantes, ora sutis e nobres, desvelando a procedência de cada um, na simbologia da dualidade conflitante em a natureza humana: o mal e o bem.

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Povos e nações antigos sempre tomavam suas decisões diante dos auríspices e intérpretes dos sinais com que esperavam encontrar a resposta dos deuses às suas solicitações e problemas. Através de práticas esdrúxulas e sacrifícios bárbaros, pensavam aplacar a violência dos seus numes, conseguindo propiciamento a suas ambições e ânsias expansionistas.

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Através do estudo das conjunções astrológicas, estabeleciam-se prognósticos de glórias e desgraças, tentando-se ler nos céus o destino dos homens e das civilizações...

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Lentamente a revelação incessante impôs as suas soberanas leis, e, ao oceano politeísta, sobrepôs-se a grandiosidade de um Deus único, sem nome, em cada lugar caracterizado especificamente como o Absoluto, que paira acima e além de todas as concepções e entendimentos.

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Na índia, no Egipto, na Babilónia, na Assíria, na Pérsia, em Israel sobre-nadaram no báratro das informações confusas as excelências espirituais, constituindo verdadeiras glórias do pensamento religioso e filosófico que sustentou os seus povos, até que se alteraram os rumos das suas realizações, sucumbindo num ciclo e desaparecendo, a fim de ressurgirem noutras nacionalidades e raças, na imensa viagem para a redenção...

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Profetas de variada nomenclatura vaticinaram os fastos do porvir, produziram fenómenos de relevância com que se impuseram ao respeito do tempo e das comunidades em que viviam, exteriorizando as legítimas realidades da vida espiritual, em realizações épicas, religiosas, sociais e éticas inesquecíveis.

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Dentre os primeiros, os grandes iniciados, Moisés foi o escolhido para o cometimento incomparável de conduzir o povo hebreu à liberdade física e acenar-lhe a perfeita liberdade espiritual, mediante a incondicional adesão à verdade contida no Decálogo de que fora excelente instrumento do Mundo Transcendental.

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A primeira grande revelação, todavia, não encontrou no seu tempo a mentalidade própria, em considerando os séculos de escravidão e degenerescência moral do povo ao qual se destinava de início, vindo a tomar-se um rude veículo de flagício e perseguição, por meio do qual se programou a constituição política, histórica e religiosa de Israel, em detrimento da finalidade essencial que era preparar nas mentes e nos corações a hora sublime do Messias.

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Anunciado pelos grandes médiuns que O precederam e descrito pelos organizadores da Terra, seu advento foi revelado e saudado por anjos e sacerdotes fiéis que O identificaram.

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Ele chega e assinala a Era Nova com os marcos inconfundíveis da superior presença.

 

Com Jesus mudam-se as conjunturas do pensamento vigente. O amor de que se faz mensageiro é a aliança que o Pai mantém com os filhos, não obstante o demorado recalcitrar destes.

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Não derroca o estabelecido, não se rebela contra a austera severidade dos códigos legais, submetendo- se até ao sacrifício, mesmo injustiçado, a fim de ensinar que a subida ao monte da vitória libertadora pertence a cada um após decisão irrefragável.

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Prevendo, no entanto, que os homens do seu tempo, e, quiçá, do futuro, não resguardariam seus ensinos indenes da interferência das suas paixões e mazelas, prometeu O Consolador que recordaria suas palavras, adicionaria capítulos novos e nunca deixaria as criaturas...

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A segunda grande revelação para a Humanidade, a do Cristo, simbolizada no amor, logo se entorpeceu e se descaracterizou através do suceder dos evos após a partida d’Ele.

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Lentamente foi recebendo a introdução e a enxertia das vãs preocupações e transitórias aspirações humanas. Algum tempo depois, ei-la crivada de adulterações e modismos adaptáveis às conveniências de classes e greis, deixando

à margem a transparência dos ensinos primitivos, perdidos na exegese e na teologia com o que se procurava obscurecer a mensagem sublime. No entanto, a previdência divina, sem cessar, prosseguiu mandando à Terra

Espíritos missionários nos diversos campos do conhecimento e da religião, a fim de que não ficasse esquecida a palavra do Excelso Cantor...

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Em 834, o papa Dâmaso inspiradamente confiara a São Jerônimo a tarefa especial de fazer uma tradução para o latim do Antigo e do Novo Testamento. A missão se revestia de quase insuperáveis obstáculos, considerando-se o número e variedade de textos. Conduzido por vigilantes obreiros desencarnados, o excelente trabalhador se desincumbe do compromisso, reconhecendo, no entanto, as dificuldades e os possíveis enganos cometidos. Todavia, o suceder dos tempos faria que se alterassem, ora no Concílio de Trento, ora por Sixto V, em 1590, posteriormente por Clemente V, em que hoje se estruturam as modernas traduções.

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Não obstante, continua a perpassar no texto do Evangelho a sutil e elevada presença de Jesus, seus feitos e ditos, sua vida incomparável.

 

A mensagem original ressalta, poderosa, de todo o texto em alto brado de amor e de advertência ao homem desatento da actualidade.

As alterações não conseguem ofuscar o brilho da verdade.

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— “Declaro que se estes (os discípulos) se calarem as pedras clamarão” — afirmara Jesus no monte das Oliveiras, redarguindo aos fariseus que solicitaram fossem silenciados os estudantes trabalhadores da Boa Nova nascente.

Quando as conveniências asfixiaram o vero ideal do sacrifício e da abnegação, da renúncia e da caridade, as pedras das sepulturas puseram-se a clamar em altas, vozes, libertando os que eram considerados mortos e ali jaziam, tidos por adormecidos em longo letargo.

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Inutilmente os homens, ávidos e zelosos das suas paixões, tentaram silenciar novamente essas vozes, ceifando as vidas por cujas bocas falavam e, ao fazê-lo, engrossavam mais a legião dos reveladores.

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Nesse momento, quando a cultura começava a libertar o homem da ignorância, o prof. Rivail foi convocado ao exame das informações mediúnicas que adornavam os salões do mundo, mergulhando a alma de escol no infinito oceano das instruções espirituais, que abandonavam a frivolidade para tomar-se roteiro e guia para a Humanidade.

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Com esse trabalho ímpar, surgiu o Espiritismo, ao ser apresentada a Era Nova em delineamento, conforme lhe fora revelada pelas “Vozes dos Céus”. Allan Kardec fez-se o mensageiro da Terceira grande revelação, aquela que abalaria os alicerces do mundo, exatamente quando as criaturas já se encontravam em condições intelectuais e emocionais de compreender a sua gloriosa destinação.

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Armado com os instrumentos das pesquisas, mediante os quais reconhece a própria pequenez e se faz humilde, o homem pode, agora, comprovar a imortalidade da alma, elucidar os enigmas do micro, como do macrocosmo, preparando-se para os grandes saltos da evolução.

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O Espiritismo veio para ficar. Sua meta é o homem e guiá-lo com segurança é o seu fanal.

 

Já não sobrevivem a ignorância, a superstição, o obscurantismo em domínio absoluto. Embora teimem em permanecer algumas trevas, as poderosas luzes do Mundo Espiritual vencem as masmorras sepulcrais e alcançam a Humanidade, prenunciando o ditoso dia nascente como bênção para o futuro.

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Nenhum enigma para o pensamento resiste à presença da Doutrina Reveladora.

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Quem é o homem, donde vem, porque sofre, para onde vai, como seguir? — eis as antigas interrogações ora elucidadas pelo novo Espiritualismo com Jesus, cujas bases se assentam nas luminosas palavras do Evangelho em dimensão de eternidade, além do tempo e do espaço — o Espiritismo ou Terceira Revelação.

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Texto retirado do livro "No Limiar do Infinito"

Psicografia de Divaldo Pereira Franco ditado pelo espírito de Joanna de Ângelis

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